SLPG participa de curso na Espanha sobre novos modelos de organização produtiva e regulação das relações de trabalho

26/09/2017

Nos últimos anos todos nós temos sentido os efeitos da chamada “crise econômica”, como os altos índices de desemprego, sobretudo entre jovens;  temos ouvido falar que em todo o mundo o investimento na atividade produtiva vem dando lugar à especulação financeira; que a Previdência Social enfrentaria um portentoso déficit, capaz até mesmo inviabilizar o pagamento futuro das aposentadorias e pensões; que o Estado brasileiro precisa ser reduzido; e que os empresários não conseguiriam gerar empregos sem uma profunda reforma na legislação trabalhista (esta última recentemente aprovada pelo Congresso Nacional).

Também vêm se tornando comuns as situações de trabalho sem vínculo formal, seja através dos chamados “trabalho por conta própria”, do “trabalho em casa”, ou mesmo das antigas “atividades autônomas”

Alguns, mais “antenados” com o que acontece no mundo, já ouviram até mesmo falar nas propostas de livre comércio entre os países, como o TISA (um tratado internacional sobre comercialização de serviços, incluído os serviços públicos, que visa privatizar a maior parte das atividades do Estado), e das chamadas “empresas-rede”, que crescem em todo o mundo como nova forma de organização do trabalho.

O que todos estes assuntos têm em comum?

O que podem trazer de ruim para a classe trabalhadora, aí incluídos os servidores públicos?

O que podemos fazer para frear, reverter ou ao menos colocar sob controle estas políticas?

São perguntas que vêm atormentando economistas, sociólogos, filósofos e advogados em todo o mundo e para as quais não há uma resposta pronta, sabendo-se apenas que o mundo do trabalho com o qual iremos nos deparar nos próximos anos será muito diferente ao atual, chegando alguns estudiosos a afirmar que cerca de 40 a 60% das crianças de hoje trabalharão, quando adultos, em postos de trabalho que ainda não existem e que nós sequer conhecemos.

Foi para tentar entender estas mudanças e capacitar estes agentes para interferirem sobre esta realidade atual e futura - modificando-a em favor dos trabalhadores -, que a Universidade Castilha La Mancha, através do seu Campus na cidade de Toledo/Espanha, vem organizando (há 28 anos), um Curso de Especialização voltado exclusivamente a profissionais que atuam nas relações de trabalho na América Latina.

Este ano o curso contou com 30 (trinta) profissionais-estudantes, vindos do Brasil, da Argentina, do Uruguai, do Chile, da Bolívia, do Equador, da Venezuela e da Colômbia, e com professores das Universidades Castilha La Mancha e Complutense de Madri (ambas da Espanha), e das Universidades de Ferrara, Verona, Bolonha e Veneza (estas da Itália), além de técnicos da OIT-Organização Internacional do Trabalho.

Percebendo a importância estratégica deste debate, o Escritório SLPG Advogados Associados este ano resolveu inscrever um dos seus advogados (Luís Fernando Silva) no referido curso, objetivando assim a aquisição de melhor conhecimento técnico e político sobre as questões mencionadas acima, com o que esperamos que o Escritório tenha melhorada sua condição de assessoramento ao movimento sindical no enfrentamento destas questões, até porque mesmo podendo por vezes parecerem assuntos distantes de nossas vidas cotidianas, eles certamente impactarão com força sobre todos os tipos de relações de trabalho, sejam aquelas que já nos envolvem, seja as que serão experimentadas por nossos(as) filhos(as) e netos(as).

Esta é mais uma demonstração do compromisso político do nosso Escritório com a defesa dos interesses e direitos da classe trabalhadora brasileira.

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